Vida bicicleteira

Mês de julho, aqui no Norte, é mês quente.

Vida que segue.  Encontrar um rumo de continuidade. Tomar a vida para si. Seguir adiante. Colocar a vida no seu prumo. Vida só é vida se estiver em movimento. Vida que segue.

Neste artigo vou tecer reflexões que voam pelo vento, no andar de bicicleta. A arte de seguir adiante. A arte de se movimentar e tornar a vida leve.

Então, parto da premissa, científica, de que não existe estabilidade. O tempo não cura por si só. Não existe a tal linha reta do passado, presente e futuro. O Universo não se movimenta de forma linear.

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No sistema dinâmico não há certezas, só probabilidades.

O físico e filósofo Thomas Kuhn ao formular o conceito do paradigma afirma que ele pode sofrer mutações, é verdade, mas que o verdadeiro progresso científico é descontínuo, não linear, porque ele ao se instalar quebra padrões estabelecidos. É a revolução. Um novo paradigma é revolucionário ao dar o salto, desconstruindo o anterior.

Os sistemas são dinâmicos, complexos e não lineares. A força motora que faz você ir além não se preocupa muito com o que está estabelecido. Assim se processa a vida.

Teoria do Caos

O matemático e meteorologista Edward Lorenz, no início da década de 60, definiu matematicamente o marco da denominada “Teoria do Caos”.  Num sistema dinâmico, complexo e não linear, pequenas mudanças no início, uma sutil variável diferente, são capazes de gerar mudanças profundas em todo o sistema ao longo do tempo.

É como se uma borboleta tão bonita, meu delírio, quanto mais delicada, ao bater asas no Brasil causasse, tempo depois, um tornado no Texas, como bem explicitou Lorenz. Efeito borboleta. Teoria do Caos.

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A borboleta transforma destinos

Vou repetir a beleza dessa Lei Cósmica: uma pequena mudança, no início do processo, pode causar grandes repercussões, inesperadas, imprevisíveis e surpreendentes, que aparecerão a longo prazo.

Mas, então, você está no meio do processo e agora ficou com receio do resultado? Fique tranquilo. Respire fundo e escute o Chico.

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” (Chico Xavier)

Novo Começo

É muito importante viver a vida como quem anda de bicicleta, sempre pedalando para o caminho acontecer.

Significa ter uma meta, uma trilha, uma escolha,  decidida como um objetivo específico de um plano de ação. Não deixar as coisas acontecerem ao sabor do vento, porque não há, ainda, uma certeza e uma estabilidade para se materializar aquilo que você quer.

Quando estamos pedalando, avançando em direção ao nosso destino, conscientemente definido, há uma tendência de estagnação ao padrão anterior, caso não empreguemos a força necessária para fazer acontecer. Ao estagnar, a curva faz um declínio e, assim, voltamos ao padrão anterior.

O pedalar, então, deve ser contínuo, diário, ritmado e constante. Não sei se você sabe, mas o nome disso, em outras línguas, é ter foco, disciplina e perseverança.

Se não pedalar, o que acontece com a sua bicicleta? Ela para. E, assim, você não chegará ao seu destino. Não há outra opção, a não ser colocar força nas pernas e voltar a andar com a mesma intensidade de antes.

Ou seja, independentemente qual seja o seu plano, se é cantar pro seu bem, como diria o poeta mineiro que homenageio neste artigo, ou ser milionário, não importa. Ou você emprega a força constante para o seu crescimento, para alcance da sua meta, ou ela não se realiza.

A esterilidade da não aceitação

Não aceitar o conceito de que a vida é antes de mais nada você com a sua bicicleta, só atrasa a chegada, só dá peso ao trajeto.

Não aceitar que você é responsável pelas suas escolhas e reações  só lhe torna, ao longo do tempo, infértil de felicidade.

Você com você mesmo.

Não adianta quebrar a bicicleta nem ficar mudando a rota a cada manhã. O caminho do coração não admite atalhos.

Pode o processo estar cansativo: vá além.

Pode você não ver o horizonte: tenha fé.

Pode a montanha à sua frente, a ser ultrapassada nesse momento, ser tão monstruosa de tão grande: confie em você e na sua proteção.

Pode haver necessidade de descanso para seguir o caminho: busque uma forma.

Pode as pessoas rirem de você: escute seu coração como bússola.

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Descanse sem se sabotar, sem sair do caminho.

A nuvem boa lhe acompanha toda vez que você consegue colocar no lugar o seu olhar mais bonito, transformando o processo e saboreando a paisagem.

Ladeira não é declínio

Quem anda de bicicleta na vida sabe que o caminho muda com o tempo.  O clima interfere, as estações do ano geram situações novas e o relevo altera a forma da condução.

Uma ladeira abaixo não é sinal de declínio; às vezes é sinal de mudança rápida. Utilizar a ladeira para andar de banguela, significa deixar o ego de lado. É seguir a correnteza da estrada.

Às vezes, a gente se guarda para quem não nos quer, e, para andar de bicicleta, a vida requer da gente a capacidade de se adaptar ao entorno.

Se algo estava bem e teve mudança brusca ou realmente está sendo muito dificultoso, pode ser um sinal de alerta e da necessidade de freio, para fazer a readaptação.

Uma mudança de trajeto não representa mudança de objetivo, muito menos fracasso na vida. Ao mudar de rota, você pode estar encontrando, na verdade, o seu melhor caminho.

Vida em equilíbrio

É importante que o processo gere o prazer do andar de bicicleta, da liberdade e da leveza que somente quem tem o compromisso conhece. Passar a mão no guidão e ficar tudo no lugar e ir em direção à estação do amor.

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Assuma o guidão da sua vida.

Mas se você não vivencia isso, não se preocupe. Respire fundo e escute o Albert.

“Viver é como andar de bicicleta. É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio” (Albert Einstein)

Movimento e equilíbrio. Não é se movimentar para criar instabilidade. Nem é ficar indo de um lado para o outro, sem realizar nada que valha a pena. Não é dar voltas em círculos.

É se movimentar em direção àquilo que se quer para si.

Essa vida é mesmo bicicleteira! Ela pede apenas que você queira viver, mexer o esqueleto e entrar na dança. Vamos?!

Álvaro de Matos

 

O que aprendi com as plantas

Mês de maio prenuncia para mim o mês das plantas, das ervas e das rosas.

E sei que isso é meio sem sentido… ou melhor, para mim, pessoalmente, tem todo. Explico: abril, para mim, é um mês de cravos. Sempre foi. Então, o que vem depois da luta, dos cravos e espinhos, é a suavidade das rosas e dos matos. Uma coroa de louros. Um buquê de noiva. Uma coroa fúnebre. A mudança de ciclo tem um cheiro e um colorido específicos.

Como retribuição ao mundo vegetal, registro, singelamente, um pouco do que aprendi e aprendo com as plantas.

Aprecie um dueto

Consta que, para aprender com as plantas, é fundamental querer conversar com elas… Não só com elas, né? Com tudo. O importante é sair do pedestal, deixar de se achar um ser superior e saber que, sim, as plantas têm uma comunicação interna entre elas e são mais inteligentes do que muitos bípedes da nossa raça que andam por aí.

Ao encontrar com uma planta, busque o diálogo sincero, amistoso e fraterno. Com o mundo vegetal, você pode exercitar a comunicação e se tornar um mestre da impecabilidade com as palavras.

Quer seja cuidando do jardim, parado numa praça florida, molhando as plantas de casa, cuidando dos vasos, receba o que elas têm a dizer no seu olhar e ao seu toque. Escute-as.

Quer seja comprando uma muda ou rosas para a pessoa amada, ou ervas para um banho de descarrego, converse com elas. Fale com elas sobre o seu pedido, sobre aquilo que está em seu íntimo, aquilo que você não pode falar por aí. Confidencie.

Vá além das palavras

Como sábias e poderosas que são, as plantas não se deixam levar pelas palavras. O que importa é o que está por trás e além delas. Assim, elas se relacionam com o que está além da superficialidade.

Às vezes nos enganamos com uma visita que recebemos em casa. Mas a planta não. Ela capta e limpa, absorve e nos protege, de forma anônima, e sem buscar recompensas.

Observe com quem você se relaciona. As plantas são um excelente indicador de relacionamentos. Com aquela pessoa que seca a sua Pimenteira, tenha cuidado.  Com a outra que amarela a sua Arruda, não a convide mais para sua casa.  Sabe aquela pessoa que queima a sua Espada de São Jorge? Corte as ligações com ela.

Saiba ler as mensagens das plantas. Elas são excelentes mensageiras.

A vida se processa em ciclos

Por falar em amarelar, mudar de cor para as plantas não é sinal de fraqueza. Significa que o giro da vida chegou, a mudança de ciclo fez o seu rodízio. Sim, se amarelou, não volta mais ao que era antes; se esverdeou, é porque chegou o momento.

As plantas adoram quando você as poda. Demorei a entender isso. Elas precisam finalizar o ciclo, para a vida se manter, para elas se realizarem…Não há dor, não há luto. Há uma alegria diferente que nós, humanos, desconhecemos e somos educados a desconhecer.

Pensamos na perda, no apego a uma fase da vida, como se pudéssemos manter tudo do mesmo jeito, sempre conhecido e confortável para a gente, dentro desse Universo misteriosamente impermanente.

Elas não têm medo da mudança. Há uma presença de certeza coletiva, de entrega à natureza, que me impressiona.

Lembro do que disse Confúcio num certo dia e que me deixou confuso, mas que hoje entendo bem: “A ruína ameaça todo aquele que tenta preservar um estado de coisas”.

Então, pode a si mesmo, no sentido de retirar de você o que não é mais adequado, o que antes tinha todo sentido, mas que agora irá apenas ferir a sua verdade.

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Cerejeira: sakura renovação

Cumpriu seu papel, desempenhou sua missão. Serviu ao seu propósito. Foi um benefício… mas, agora, manter isso seria somente ruína e desconstrução.

Morra-se, reinvente-se quando chegar o momento.

O amor não tem pressa

Não se afobe não, que nada é pra já, diria o poeta que homenageio neste texto.

Tudo tem o seu tempo. Não tenha pressa. Não perca o tempo do agora.

Há uma beleza única no processo de desabrochar da flor, das estações que se completam e deixam tudo muito mais rico.

Quem cuida de plantas já sentiu o quanto é maravilhoso o momento em que surge um botão de Rosa e quando ela, a Rosa, um belo dia, desabrocha.

O processo é algo que a nossa civilização está, infelizmente, perdendo. Isso é perder um pouco da sua humanidade, ou melhor, da percepção da sacralidade da vida.

Estamos perdendo o orgânico, o que vem da Mãe Terra, o que nos conecta com o Todo e o que vem dos processos naturais do bem viver.

O processo de fazer um café, de cuidar das coisas cotidianas, de elaborar um texto, de fazer um atendimento continuado, de desenvolver um relacionamento, é o mesmo processo de regar uma flor, de colocar a terra, de incluir um adubo, de desenvolver uma técnica de cultivo.

Isso vale para tudo. Para todas as áreas da sua vida. Cultive. Celebre o processo.

Não se compare ao outro

O barato das plantas é que não há competição entre elas. Uma flor também é um tipo de flor que nem outro tipo de flor e todas têm seu valor, sua importância.

Cada planta busca o seu melhor. Cada uma sabe o seu papel, seu lugar no mundo. Sabe aquela sensação boa de estar alinhado com o seu propósito? Você vê isso olhando para uma planta.

Uma Samambaia não se compara com uma Orquídea. Um Cacto não fica amuado com uma Brinco-de-Princesa ao seu lado.

Outra coisa bem interessante que aprendi convivendo com elas é que não há individualidade. Uma Amarylis, quando desabrocha em flor, todas da sua coletividade ganham. Há um ganho coletivo da espécie. É uma felicidade que as envolve. E essa vibração envolve o mundo ao redor. Todos os seres viventes da Mãe Terra ganham, também.

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Ordem Amarylis

As plantas, o mundo vegetal em geral, se conectam telepaticamente entre si, numa comunicação harmônica, incompreensível para bípedes como nós.

Ou seja, buscar ser a expressão do seu melhor não significa que você é superior ao próximo. Esqueça a tolice da busca pelo poder com o intuito de dominação, com a ilusão da supremacia. Não há dominação entre iguais. Quando você melhora, todos melhoram. O inconsciente coletivo melhora.

O caminho de tanto amar

Amo tanto falar sobre isso que me encanta tanto: o caminho do coração.

Não existe somente um terreno bom e adequado para cultivar. Existe, sim, a terra boa, o caminho bom, para aquela específica planta. Cada caminho é único.

Para a Rosa do Deserto, o terreno de igapó amazônico não é o adequado. Já pensou se uma Vitória Regia quisesse porque quisesse se criar no sertão do Piauí? Não se criaria.

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Destemida Iara

Elas não se encasquetam com o que não é da natureza delas. Seguem o coração. O caminho do coração delas.

Então, saber sobre si, sobre a sua natureza, o seu papel e a sua missão faz com que você queira somente seguir o seu caminho.

Entregue-se à sua natureza e aos seus desígnios. Encontre seu habitat, seu canto, sua ordem e a sua família.

Honre a sua semente

Gosto muito da lição que aprendo com as plantas, sobre se empenhar para cada dia ser o melhor que puder ser, para se tornar aquilo que você já é e que, na verdade, sempre foi.

O poder da semente.

A semente não precisa de nenhum evento externo que confirme que ela é algo a mais do que seu estado atual.

Isso é a magia da autorrealização.

Claro que isso tem muito a ver com o autoconhecimento. Não seja uma semente de Girassol querendo ser um Trevo. Não dará certo. E não culpe o destino. Na verdade, tire a culpa da sua vida de todas as formas. Não há por que se frustrar desnecessariamente.

Busque se conhecer melhor e se identificar sem culpa, pena ou remorso de qual tipo de semente você é. Ao se aceitar, se enraíze naquilo que lhe faz ser você, para ter forças de se materializar e se expressar da melhor maneira possível.

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Semente: magia da realização

A necessidade do discernimento

Interessante é saber que não é porque é da natureza que, necessariamente, vai fazer bem a você.

É importante ter o discernimento e deixar o oba-oba e o bundalelê.

Uma Urtiga é da natureza, é uma planta, mas vá abraçá-la e beijá-la com ternura…

Não é porque brilha, reluz, que vai lhe iluminar. Atenção. Cuidado.

Nem todos os caminhos levam ao mesmo fim e é importante ter conhecimento para saber identificar a diferença entre armadilhas e oportunidades.

A diferença entre um remédio e um veneno, às vezes, está num detalhe, numa pequena dose.

Sim, amigo, não tem jeito, o mundo vegetal nos convida ao estudo. De nós mesmos.

Álvaro de Matos

Mistério sem nenhum segredo

Seguindo na trilogia gerada na quarentena de 2020, com  Um Bicho Solto  e  Internet não traz conexão, fechamos com o que realmente importa…

A conexão com o coração.

O mais simples é o mais poderoso. O mais fácil é o mais difícil. O segredo sempre está na nossa cara. A conquista não está no espaço. A conquista está sempre dentro de você.

O mundo se expande para dentro. Como se faz isso? Ativando a energia do coração.

Assim me conecto com o meu Universo, meu Infinito Particular, com meus fractais, meus eus interdimensionais, com a Fonte.

Esta é a verdadeira função, sagrada, do coração.

O coração é o primeiro órgão que é formado no útero e é o último órgão que deixa de funcionar na morte.

Coração não é sinônimo de vida loka ou de irracionalidade. Não se trata de romantismos, de exageros ou paixões.  O coração existe prioritariamente para você.  Existe para você exercer seu direito de vivenciar sua conexão com a Fonte.

O coração tem cerca de 40 mil neurônios, tem memória, inteligência, uma mente e é estruturado com uma cadeia de nervos simpáticos e parassimpáticos.

O coração é o local que mais irradia energia eletromagnética do nosso organismo, bem mais que o cérebro. Magneticamente, é quase 5 mil vezes forte que o cérebro; eletricamente, quase 100 mil vezes mais.

Quando se diz que o coração tem razões que a própria razão desconhece é porque é através dele que se faz a chamada verticalização, a meditação consciente.

É através do coração que se faz a decantada união, sua religação com o mistério sem nenhum segredo.

Não há intermediários entre você e o seu Eu Superior, com o Deus interior, com o Self junguiano, enfim, aí reside a verdadeira espiritualidade.

Verdade, vinda coração

No seu coração há um átomo, exclusivo, único no seu organismo. É a chamada chave do seu templo interior. Aí o seu coração se torna um portal. Através dele você sintoniza com o seu Eu Superior, com os demais corpos sutis superiores e com a Fonte Que Tudo É.

Este átomo é chamado de Chama Trina pela linha espiritualista ou de Cristo Interno, se preferir. Neste átomo há um vórtice de energia que capta as 03 frequências básicas da Criação, 03 Raios Cósmicos, com os 03 atributos básicos: Amor, Sabedoria e Poder.

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Sempre é bom seguir o coração
  • 3º Raio Rosa, à esquerda, frequência do Amor;
  • 2º Raio Amarelo-dourado, no centro, frequência da Sabedoria;
  • 1º Raio Azul, à direita, frequência do Poder.

O interessante do enfoque da Chama Trina é que o trabalho interior reside em adquirir  o equilíbrio entre esses 03 atributos. Não é só o Amor. São os 03 ao mesmo tempo, integrados em você, para você ter a chamada espiritualidade.

Você também pode usar a nomenclatura “Cristo Interno”, ou “Deus Todo Poderoso Presente em meu coração”, ou “Divina Presença Ayam”, ou “Ser”, enfim,  o coração vai atender da mesma forma…

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Energia Crística em você

Todo mundo tem a Chama Trina no seu coração, mesmo que não tenha consciência disso.  Não é necessário fazer cursos, nem iniciações, sintonizações, rituais ou batismos. Você nasceu, então tem. É a sua conexão com seu Deus Interior, independentemente de religiões, cerimônias, culturas e crenças.

Você conhece pessoas que são até ateus, mas são mais espiritualizadas do que algumas muito religiosas? Então, isto porque o coração ativado gera uma onda eletromagnética ao redor de si diferente, emana uma frequência mais forte, elevada e harmônica. A pessoa gera benefícios pela sua presença. E é isto que importa.

O Coração Conecta

Sim, como diria a poetisa carioca que homenageio neste texto, eu sei, ele é um músculo involuntário e ele pulsa por você… então, o coração já está ativo, né? Sim, ainda bem, senão você não estaria aqui todo prosa balançando esse seu corpitcho.

Coração ativado tem outro contexto. Significa que a Chama Trina está acesa. Coração aceso é como um modem ligado, captando a frequência divina e irradiando… como um rádio que capta as frequências do seu Eu Superior, do seu Cristo Interno, da Divina Presença e você navega no fluxo dessas ondas taquiônicas.

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É o coração ativado que gera os lumens de melhor conexão com a sua Hierarquia Espiritual.

E para isto basta querer essa conexão interior. Mas claro não é só uma questão de birra, de querer, chorar e bater o pé. Querer é antes de tudo se comprometer.

Entender que é simples buscar o centro, está disponível para qualquer pessoa, e isto tem muito a ver com a atenção cotidiana.

O Coração Pensa

O Instituto HeartMath, da Califórnia, desenvolveu vários estudos sobre a relação entre a mente e o corpo, entre o coração e o cérebro. Cientistas perceberam que há um fluxo constante de informações entre ambos.

E desenvolveram um conceito interessante. Quando as ondas cerebrais ficam congruentes com o batimento cardíaco, quando se alcança um equilíbrio nessa interligação, é gerado um bem-estar orgânico, espontâneo, que o médico Dan Winter em 1992, denominou de coerência cardíaca.

Emoções negativas como tristeza, estresse, medo, pânico, cólera e depressão geram instantaneamente um ritmo cardíaco caótico.

Quando você estiver assim, nesse estado caótico, busque o centro. Foque na respiração consciente. Pausada, profunda e qualificada. A mente, então, aceita uma mudança e a autoreflexão. Controle a situação. Entre, conscientemente, no estado da coerência cardíaca. Sinta. Espalhe-a para todo o seu corpo. Deixe, assim, fluir ao seu redor.

Não se identifique com o problema, nem com o pensamento negativo da situação. Torne-se um observador silencioso ou, como Eckhart Tolle fala, torne-se um observador do pensador. Observe sem se identificar com a sua crise. Observe o movimento da sua mente. Desapegue-se dela.

A coerência cardíaca é alcançada no estado de calma interior. O cérebro, assim, gera reações bioquímicas no organismo e fortalece o sistema imunológico. Há uma sensação de bem-estar generalizado.

O estado de coerência cardíaca ativa naturalmente o fluxo da Chama Trina, que na literatura também é chamada de Chama Espontânea, porque flui sem nenhum esforço quando estamos alinhados com nós mesmos.

O Coração Irradia

E como aumentar essa ativação no cotidiano? Com a percepção do poder do agora, da Divina Presença, e com o sentimento de gratidão.  Eles podem ser exercitados tanto no meio dos afazeres cotidianos, quanto num momento reservado de meditação.

Todo momento é o agora. No meio do redemoinho das obrigações cotidianas, se em cada atividade você estiver presente, atento ao agora e com o coração ativado, aquela atividade se torna espiritual.

Pense em qualquer atividade neste momento. Seja na sua casa, arrumanado sua cama, ou lavando um prato, seja numa prova de concurso ou numa reunião com o seu chefe, no fechamento de um negócio, na conversa com um amigo, enfim, em qualquer atividade.

Se essa atividade que você pensou, for executada com o seu coração ativado, ela se torna fluída, harmônica, congruente com a sua essência. Essa atividade, então, se torna sagrada.

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Colha os frutos no cotidiano

Com o tempo, quanto se torna uma rotina fazer as coisas desse jeito, seu mundo fica todo sagrado e espiritualizado… você muda o padrão e seu mundo muda de frequência.

De dentro para fora. Do interior para o exterior. Assim se irradia.

A outra forma é a gratidão. Colocá-la na sua rotina. Repito uma frase que gosto muito: um coração grato é um coração ativado.

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A gratidão é o nome que a gente dá para a frequência do Ser. A conexão faz com que você sinta uma alegria interior, uma vibração de paz e força, uma serenidade e uma congruência,  naturais.

Você quer sentir Deus? Agradeça.

Meditação Consciente

Como melhor meditar, se você não se lembra, dou umas dicas no Internet não traz conexão. Veja lá…

Minha sugestão aqui é mostrar um norte de entendimento.

A automestria se dá no momento em que você utiliza a sua consciência e individualmente entra e expande seu mundo interior, sem guias, gurus ou manobristas.

A questão toda da meditação para a conexão com a Chama Trina, da respiração consciente, de conexão com o Cristo Interno, ou com a Divina Presença ou com a energia do coração, na verdade, é você ter o autodomínio para entregar o seu Ego.

A mente vem, o pensamento vem e você se desapega dele e entrega. Foca no coração. Foca na respiração. Foca no que ele te diz, que é uma sensação física, orgânica, não é algo mental. Sinta a Divina Presença. Se entregue ao momento.

Então o roteiro é assim:

Respire fundo. Todo momento em que você conscientemente, para seu mundo e foca ao coração, é sagrado, porque é o momento em que você coloca ele no centro. Ele expressa a sua real natureza, espontaneamente. É o eterno agora. O sentir e viver presente. Aceite e traga ele para sua consciência cotidiana.

Este momento é só seu. É seu momento sagrado. É o momento de reconexão. De abertura espiritual. De contato. De comunicação. Do seu coração para o coração do seu Eu Superior. Deixe isso fluir para você  e se expanda…

Você escolhe o tema que mais tem a ver com você e, assim, faça a meditação. Desenvolva-a. Estude sobre os temas, entenda o mecanismo da conexão espiritual, isso é expandir a sabedoria, o cognitivo, em você.

Entenda-se você mesmo, sem orgulho e vaidade. Não se identifique com o erro, não tenha autocomplacência. Tenha autodomínio. Esteja presente. Autodiscipline-se. Isso é expandir o poder pessoal em você.

Tenha amor por si mesmo, se conecte com a Fonte, sinta que o amor parte de você para você e depois para outro, não do outro para você. Amor é harmonia. E não depende do próximo. Isso é expandir a frequência do amor em você.

Conexão traz ananda, êxtase, satori, iluminação. Sem internet e sem intermediários.

Bons mergulhos.

Álvaro de Matos